terça-feira, 2 de setembro de 2008

Bolinho, Bolinho Faceiro

Que as sogras são venenosas, disso não tenho a menor dúvida!
Que são engraçadas e malvadas, também!
Contudo, é preciso algo, de vez em quando, para despertar-lhes o bom sentimento, a boa recíproca familiar. Em Tereza, minha sogra, encontrei a melhor das cozinheiras, mesmo que tente esconder os bolinhos que faz, bem como a magnífica torta de maçã - o verdadeiro Appfelstrudel, uma combinação harmoniosa de maçã vermelha com canela da Malásia.

Bolinho, bolinho faceiro.
Quando chegas é assim que eu fico:
sorridente, boquiaberto, festeiro.
Não que eu seja babão.
O fato é que gosto da tua companhia,
do aroma da tua farinha,
da tua feitura de coração.
É claro que muitas vezes te escondem
e quando penso que estás, não estás.
Então, procuro atrás do fogão.
Choro baixinho porque não te encontro,
pareço criança fazendo beicinho,
pareço criança, menino chorão.
Até que apareces, assim, de repente.
Sobre as mãos daquela que te criou.
Oxalá, sejas bem grande, sobre para todos,
são várias as possibilidades
e mesmo que ajas por um ato de caridade,
seja feita a tua vontade.
Apenas duas certezas sempre as tenho:
é que nunca és insosso ou ruim.
E de fatia em fatia te recebo,
seja de cenoura, de chocolate,
de nozes ou de amendoim.

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